No amor
Impõe-se um recolhimento: evitar decisões radicais, proteger o que é sólido e deixar passar os momentos de desgaste.
Bo, a Desintegração, é o hexagrama do esfarelamento: quando tudo se desfaz por baixo, é melhor ficar quieto.
Para você, Bo descreve um período de desgaste: não se lançar em grandes movimentos e proteger o que ainda se sustenta.
A lucidez de quem reconhece um período de recolhimento e prefere conservar a se esgotar.
Teimar em lançar grandes empreendimentos em um período de desgaste: a ação se torna então mais custosa.
Bo descreve o desgaste: cinco linhas partidas sobem rumo a uma única linha cheia, no alto, como uma casa cuja base está minada. O texto antigo o diz sem disfarce: não é o momento de ir a lugar nenhum, pois nada é vantajoso.
O hexagrama não prevê queda. Descreve um tempo em que as pequenas forças ganham terreno e em que a pessoa de valor faz melhor em ficar quieta, conservar o que resta e se apoiar no que resiste.
A última linha, o grande fruto que não se come, já contém o que vem depois: a semente da renovação é preservada.
A Terra ao pé da Montanha: o monte se esfarela e se achata. As glosas associam a isso quem, ao se mostrar generoso com os de baixo, assegura a solidez da própria morada.
Lance três moedas seis vezes: seu hexagrama, as linhas que mudam e a direção que elas indicam.
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Impõe-se um recolhimento: evitar decisões radicais, proteger o que é sólido e deixar passar os momentos de desgaste.
A prudência domina: consolidar, poupar as forças e adiar os projetos ambiciosos.
O I Ching ajuda a refletir sobre a conduta a seguir: não diz o que vai acontecer.
Os nomes em português são traduções do caractere chinês, a partir dos nomes franceses escritos pela Versana como traduções literais; os textos se apoiam no chinês e nas traduções antigas de domínio público (Legge, 1882; Philastre, 1885-1893).
O hexagrama 23, Bo, significa a desintegração: um período de esfarelamento em que é melhor ficar quieto, conservar o essencial e evitar os grandes empreendimentos.
Descreve um momento, não um destino. A linha de cima, o grande fruto não comido, já contém o que vem depois: a renovação continua possível. O I Ching fala de conduta.