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O arcano 5 na matriz do casal

Um vínculo sustentado por valores comuns e rituais, que transmite e tranquiliza, e que segue vivo quando as regras aceitam ser questionadas.

  • valores comuns
  • rituais
  • transmissão
O Papa, arcano V do tarô de Marselha
O essencial

O arcano 5 na matriz do casal em resumo

Uma força

Esse vínculo se apoia em referências compartilhadas. Sabe-se o que importa: a palavra dada, a família, o trabalho bem-feito. Os rituais, almoço de domingo, festas, hábitos da noite, dão ao cotidiano sabor e continuidade. Cada um aprende com o outro, e o casal se torna um lugar onde se transmite o melhor do que cada um recebeu.

Um ponto de atenção

O perigo é a regra que substitui o encontro. De tanto repetir o modelo de uma das famílias, deixa-se de perguntar o que se deseja de verdade. Um pode assumir o papel de quem sabe, o outro o de quem aprende, e o julgamento se instala. Questionar um hábito de vez em quando deixa o vínculo respirar.

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A posição
Matriz do casal

Por Thomas Guilhot · atualizado em

O encontro

O 5 no centro de uma matriz do casal indica um laço criado em torno de valores comuns.

O encontro costuma ter acontecido em um ambiente estruturado: estudos, formação, local de culto, associação, círculo familiar ampliado, ou por intermédio de uma pessoa próxima e respeitada. Elas se reconheceram por uma mesma ideia de família, de trabalho bem feito e de palavra dada. A união delas tem como sentido erguer um lar sólido e transmitir, a filhos ou a outras pessoas, um saber e um modo de viver.

O recurso do casal

Esse casal tira sua força dos rituais e do que aprende em conjunto.

Ele se alimenta das refeições em família, das festas do calendário, das visitas a lugares carregados de história, das leituras comentadas a dois, dos cursos feitos em comum: uma língua, a culinária, uma prática espiritual. A confiança repousa na confiabilidade de cada um: estar lá na hora combinada, cumprir as promessas, proteger a reputação do outro. Enquanto o casal mantiver um projeto de transmissão, atravessa as crises com calma.

O desafio do casal

Esse casal precisa aprender a flexibilidade.

Pode se fixar em regras que já não fazem sentido, repetir o modelo de uma das duas famílias sem questioná-lo, ou deixar um dos dois fazer o papel de professor do outro. Os desacordos sobre a educação dos filhos, a religião ou a divisão das tarefas logo ganham ares de questão de princípio. O rompimento pode vir do julgamento permanente, da interferência das famílias dos sogros, ou do sufocamento de um parceiro que acaba buscando em outro lugar um espaço de liberdade.

O casal e o dinheiro

Esse casal prospera quando aposta na competência e na duração: um consultório ou uma escola fundados a dois, uma empresa familiar assumida, um patrimônio imobiliário construído passo a passo, aplicações prudentes.

O orçamento costuma ser mantido com rigor, o que tranquiliza, mas pode virar controle de um sobre os gastos do outro. Definir juntos regras escritas e uma parte de gastos livres para cada um preserva a paz.

Um período a dois

Atravessado a dois, um período 5 convida, segundo o método, o casal a se dar uma estrutura.

Ele pode ter vontade de oficializar a união, de se casar segundo as tradições da família, de celebrar a chegada de um filho, de assinar uma escritura de compra ou de fundar uma atividade em comum. As questões de educação, de valores e de crenças voltam ao centro das conversas, e cada um descobre melhor de onde vem o outro. Esses anos também podem enrijecer a relação. Um dos dois se arvora em dar lições, as regras da casa viram assunto de briga, uma família de sogros impõe seus costumes, um processo administrativo ou jurídico põe os nervos à prova. Os casais que sabem negociar saem dele com regras comuns mais justas. A cada um o seu papel: ouvir antes de corrigir, aprender algo juntos e decidir a dois o que se mantém das tradições de cada família e o que se inventa.

No dia a dia

No domingo, o almoço de família acontece como sempre, mas um de vocês sente que algo soa vazio.

Em vez de transformar isso em cobrança, mantenham o compromisso e acrescentem um toque de vocês dois: um prato novo, uma pergunta feita à mesa, um pequeno ritual a dois, à noite, depois que os convidados forem embora. As tradições ficam, mas passam a levar a assinatura de vocês.

Possibilidades, não uma previsão: nenhum período anuncia um acontecimento certo.

Para saber mais

Como é calculado?

Calcule as duas matrizes e some os pontos externos dois a dois, reduzindo todo total acima de 22 à soma de seus algarismos.

Perguntas frequentes: o arcano 5 na matriz do casal

As tradições contam necessariamente nesse casal?

Elas contam como referências, não como obrigações. Alguns casais respondem com festas e ritos religiosos, outros com hábitos laicos: um jogo de sexta, uma caminhada de domingo, uma receita transmitida. O essencial é que esses gestos façam sentido para vocês dois, e não só para uma das famílias.

O que fazer se nossas famílias não se entendem?

Primeiro estabeleçam uma regra entre vocês: o que cada um aceita ou recusa quanto à presença dos familiares. Falem com uma só voz, cada um com a própria família, sem repassar as críticas. Depois criem ocasiões neutras, uma refeição em um lugar terceiro, por exemplo. O casal passa então a ser o ponto de encontro, não o campo de batalha.

Um casal sem religião nem tradição familiar pode se reconhecer aí?

Pode. O Papa fala de transmissão e de valores, que não têm nada de obrigatoriamente religioso. Pode ser um engajamento associativo, uma ética de trabalho, um jeito de educar ou o amor pela leitura. O que define esse vínculo é escolher juntos o que se quer passar adiante.

Matriz do casal: as 22 energias

Ilustrações: tarô de Marselha de Nicolas Conver, datado de 1760, versão restaurada pelo Tarot World Project, licença CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons; imagens reduzidas e comprimidas pela Versana.