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O arcano 6 na matriz do casal

Aqui, escolhem-se todos os dias: um vínculo de beleza compartilhada e de ternura, que se acalma quando a confiança substitui a comparação.

  • escolha renovada
  • beleza compartilhada
  • ternura
Os Enamorados, arcano VI do tarô de Marselha
O essencial

O arcano 6 na matriz do casal em resumo

Uma força

O prazer de estar junto é aqui o coração do vínculo. Palavras carinhosas, saídas arrumadas, atenções sem pretexto: cada um cultiva a arte de fazer o outro feliz. O gosto comum pela beleza, pelas mesas bonitas, pelas casas acolhedoras, pelos amigos reunidos, dá ao casal um brilho que se nota. Eles ainda se escolhem, e isso se vê.

Um ponto de atenção

O reverso da escolha é a dúvida. Ficar por conforto sonhando com outro lugar, comparar o próprio vínculo com os que parecem mais felizes, vigiar as companhias do outro: tantas maneiras de se afastar sem partir. As decisões importantes se arrastam, até que um acaba decidindo sozinho. Anunciar com franqueza o próprio desejo devolve força ao vínculo.

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Por Thomas Guilhot · atualizado em

O encontro

Quando o 6 aparece na matriz do casal, o encontro aconteceu sob o signo da atração e da escolha.

Essas duas pessoas se reconheceram pelo gosto: uma mesma maneira de amar as coisas bonitas, de receber, de sonhar com uma casa ou com uma vida social rica. Elas se encontraram para aprender a se escolher a cada dia e para construir juntas um lugar no mundo do qual se orgulhem: uma casa acolhedora, uma rede de amigos, um sucesso em comum que se vê.

O recurso do casal

O recurso desse casal é o prazer compartilhado.

Ele se recarrega nos jantares entre amigos, nas viagens a cidades bonitas, nos fins de semana passados arrumando a casa, nas noites a dois preparadas com carinho. A ternura cotidiana, os bilhetinhos, os presentes sem ocasião mantêm o laço melhor do que grandes declarações. Enquanto cada um se sente admirado pelo outro, o casal atravessa as dificuldades com flexibilidade.

O desafio do casal

A lição comum diz respeito à confiança e à livre escolha.

O casal pode tropeçar no ciúme, na necessidade de controlar as companhias do outro, ou em uma comparação permanente com casais aparentemente mais felizes. Outra prova é a hesitação: continuar juntos por comodidade enquanto se sonha com outro lugar. O que pode separar é uma tentação externa mantida em segredo, ou decisões importantes adiadas até que um dos dois decida sem o outro.

O casal e o dinheiro

Esse casal ganha bem quando põe seu gosto a serviço de um projeto: reformar e revender um imóvel, abrir um comércio caprichado, desenvolver uma atividade de recepção ou de consultoria.

O risco vem dos gastos de aparência: carro, roupas, saídas para manter a posição. Uma conta conjunta reservada aos projetos e uma verba de lazer para cada um evitam muitas brigas.

Um período a dois

Lido pela matriz, um período 6 vivido a dois reaviva o sentimento amoroso, mas também coloca questões de fundo.

O casal pode ter vontade de dar um passo: morar junto, se casar, aumentar a família, mudar de casa. Os passeios, as festas e os encontros podem se multiplicar, e cada um redescobre o charme do outro ao vê-lo brilhar em sociedade. Ao mesmo tempo, o período põe a relação à prova da escolha. Uma atração externa, um antigo parceiro que reaparece, um desacordo sobre o lugar de morar podem obrigar a dizer de novo por que se está juntos. Os casais que ficam por hábito percebem logo; os que se escolhem saem fortalecidos. O papel de cada um: tranquilizar o outro sem sufocá-lo, dizer com clareza o que deseja para os anos seguintes e proteger um tempo para o casal em meio aos convites. Um encontro fixo, mesmo modesto, vale mais do que uma grande saída improvisada uma vez por trimestre.

No dia a dia

Em uma noite, um de vocês nota a tela do outro se acender e sente subir uma ponta de suspeita.

Em vez de ficar à espreita, digam simplesmente: “tive uma pequena dúvida, me tranquilize”. Depois proponham uma noite preparada a dois, jantar, música, celulares guardados. Alguns minutos de sinceridade valem mais do que semanas de vigilância, e lembram o que fez nascer esse vínculo. Uma dúvida confessada já perde metade do seu peso.

Possibilidades, não uma previsão: nenhum período anuncia um acontecimento certo.

Para saber mais

Como é calculado?

Calcule as duas matrizes e some os pontos externos dois a dois, reduzindo todo total acima de 22 à soma de seus algarismos.

Perguntas frequentes: o arcano 6 na matriz do casal

Essa energia deixa necessariamente ciumento?

Não. Ela torna sensível ao lugar que se ocupa no olhar do outro, o que pode fazer nascer ciúme em alguns, mas também muita generosidade em outros. Tudo depende da segurança que o vínculo oferece. Dizer os próprios medos, sem acusar, desarma o essencial: o ciúme reconhecido pesa muito menos do que o que se esconde.

Como escolher quando os dois hesitam?

Escrevam cada um, separadamente, o que gostariam de ter daqui a um ano, e depois comparem. O objetivo não é decidir já, mas ver onde seus desejos se encontram. Muitas vezes a hesitação dura porque cada um espera que o outro dê o primeiro passo. Fixar uma data de decisão, mesmo modesta, ajuda a sair da indefinição.

Essa leitura serve a um casal recente?

Serve. Ela não depende do tempo do vínculo. Para um casal que está começando, dá referências sobre o seu modo de se escolher e sobre as dúvidas que podem surgir. Para um casal antigo, convida a renovar essa escolha. Essas referências alimentam a conversa, sem jamais prever a duração do vínculo.

Matriz do casal: as 22 energias

Ilustrações: tarô de Marselha de Nicolas Conver, datado de 1760, versão restaurada pelo Tarot World Project, licença CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons; imagens reduzidas e comprimidas pela Versana.