O Sol num mapa astral
Todo mapa astral se organiza em torno do Sol, como o sistema que lhe deve o nome.
É o luminar do dia: a tradição lhe confia a consciência, a vontade, o senso de si e aquilo que torna uma pessoa reconhecível de longe. Seu signo dá a cor dessa identidade, sua casa o terreno em que ela busca se realizar. Quando se pergunta “qual é o seu signo?”, é dele que se fala, embora o mapa conte outros nove planetas.
Na prática, o Sol se lê no que dá a você impulso sem nenhuma pressão externa: o projeto que faz você levantar cedo, a causa pela qual você toma a palavra, o papel que você assume naturalmente em um grupo. Em um signo de fogo, buscaria a ação visível; em terra, a realização concreta; em ar, a troca e a ideia; em água, o vínculo e a sensibilidade. Isso não é todo o caráter: a Lua, o ascendente e depois cada um dos outros oito planetas matizam bastante esse primeiro retrato.
Sua parte de sombra vem da mesma luz. Um Sol mal assumido se recolhe, espera uma permissão que não chega, vive pelo sucesso dos outros; um Sol forte demais ofusca, traz tudo para si e suporta mal dividir o palco. A tradição o descreve como um rei: governa bem quando ilumina, mal quando ofusca. Sua posição no mapa indica onde esse meio-termo é buscado.