Casa 2 em Peixes: o sentido
Um quadro vendido a um desconhecido tocado pela obra, honorários de terapeuta raramente cobrados, uma carteira sempre aberta para o amigo em apuros: os astrólogos leem aqui uma relação porosa com o dinheiro.
Sua imaginação, sua escuta, sua sensibilidade a sustentariam: artes, música, fotografia, acompanhamento, ofícios de ajuda, espiritualidade. Valoriza a compaixão, a beleza invisível, o ideal. Dá com facilidade, esquece às vezes o que emprestou, não ousa cobrar o que lhe é devido. Sua intuição financeira pode ser certeira, um bom investimento sentido antes de ser compreendido, mas sua gestão cotidiana continuaria aproximativa.
Dois regentes presidem esses recursos: Júpiter segundo a tradição, Netuno desde o século XX. Júpiter traria a confiança e uma forma de proteção, Netuno a inspiração e o difuso. Júpiter na casa 9 ligaria os rendimentos ao exterior ou ao ensino; Netuno no Meio do Céu, a uma vocação de artista; Netuno na própria casa 2 tornaria a gestão ainda mais vaporosa. Vênus, exaltada em Peixes, contaria se estiver nessa casa. Vista de Paris, essa ponta segue na maioria das vezes um ascendente em Capricórnio: um jeito sério, com uma bolsa mais terna que a fachada.
O difuso seria o principal perigo. Contas sem acompanhamento, preços baixos demais, dívidas esquecidas, confiança dada a pessoas que abusam dela, gastos para fugir de uma emoção: a pessoa pode se pôr em dificuldade por generosidade ou por descuido. A casa 8 em Virgem, do lado oposto, lhe traz a ferramenta necessária: contratos precisos, contas em dia, limites claros nas trocas de dinheiro.
- Domínio
- Recursos e valoresos recursos, os talentos, o que tem valor
- Signo
- Peixes, água mutável
- Regente da casa
- Júpiter (e Netuno, moderno)O planeta que rege o signo na cúspide
- Tipo
- SucedenteEixo com a casa 8
- Casa oposta
- Casa 8 em VirgemDuas cúspides opostas estão sempre a 180°: signos opostos