Casa 12 em Peixes: o sentido
Uma hora olhando o mar sem pensar em nada, um sonho anotado ao acordar e relido anos depois, uma presença silenciosa junto a um amigo que atravessa um momento duro: com Peixes na ponta, esse setor está em casa.
O signo e a casa falam a mesma língua, a do que escapa aos contornos. A pessoa teria uma vida interior exuberante, feita de imagens, de música, de intuições. Sentiria as atmosferas com acuidade e poderia se dedicar com grande generosidade, sem pedir nada. A fronteira entre si e os outros seria aqui porosa.
Júpiter, regente clássico de Peixes, leva essa sensibilidade à casa que ocupa: na casa 9, para uma busca espiritual ou uma peregrinação; na casa 11, sua alegria, para a amizade e a ajuda mútua; na casa 6, para um serviço concreto. Netuno, regente moderno, muda de signo a cada catorze anos aproximadamente: o setor que ocupa fala mais do que seu signo. Em Paris, Peixes sobe muito depressa; o Ascendente que segue é Touro quatro vezes em cinco, e Áries nos demais casos.
O reverso seria a dispersão. Esquecer um compromisso porque se sonhava, aceitar todos os pedidos de ajuda até a exaustão, fugir de uma realidade penosa nas telas ou no sono: a porosidade viraria fragilidade. A casa 6 em Virgem, em frente, oferece o melhor contrapeso: uma organização simples, listas, horários, uma triagem dos compromissos. Dizer não a mais um pedido, de vez em quando, protegeria a própria generosidade.
- Domínio
- Vida interioro retiro, a vida interior, o que permanece oculto
- Signo
- Peixes, água mutável
- Regente da casa
- Júpiter (e Netuno, moderno)O planeta que rege o signo na cúspide
- Tipo
- CadenteEixo com a casa 6
- Casa oposta
- Casa 6 em VirgemDuas cúspides opostas estão sempre a 180°: signos opostos