Número em excesso 3: o sentido
Esse algarismo é o da fala, da imaginação, do prazer de estar junto.
Muitos C, L e U, e o 3 passa da barra de um quarto das letras. Em quantidade normal, ele dá vivacidade e charme. Em excesso, lembra uma fonte de que já não se sabe fechar a torneira. O transbordamento toma várias formas. As ideias afluem em um ritmo que a realização não acompanha, de modo que os começos se acumulam. A conversa se torna uma necessidade: um silêncio prolongado incomoda, e então se fala para preencher em vez de dizer.
A necessidade de ser apreciado também pode ganhar importância, com forte atenção às reações do público, seja um colega, uma mesa de amigos ou uma rede social. Por fim, os assuntos graves costumam ser desarmados por uma pirueta, o que alivia na hora mas adia o que devia ser abordado. O 3 em excesso não é superficialidade. Ele traduz uma energia expressiva que carece de quadro. O 4, com seu método, e o 7, com sua profundidade, são seus contrapesos naturais.
Um nome em que esses dois algarismos são fracos deixa o 3 se espalhar mais; um nome em que estão presentes dá a ele um leito onde correr. O desafio não é, portanto, falar menos nem frear a imaginação, mas escolher. Escolher um projeto entre dez, uma conversa de fundo entre vinte trocas leves, uma emoção a nomear com franqueza em vez de vestir de humor. O talento continua intacto; apenas ganha alcance. Quando o caminho de vida ou a expressão também vale 3, a abundância se vê de longe e pede uma disciplina tanto mais suave e regular.