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Cauda cármica 6-20-14: Alma sacrificada

Uma sorte que parece facilitar tudo e que se enraíza quando se aprende a agradecer, a medir e a dar com critério.

  • gratidão
  • justa medida
  • sorte compartilhada
O essencial

Cauda cármica 6-20-14: Alma sacrificada em resumo

Uma força

As portas se abrem com mais facilidade para você, e pessoas apoiam você sem saber por quê. Esta cauda dá um jeito confiante, desenvoltura para empreender e um entorno que lhe quer bem. Ao reconhecer essa ajuda, você a faz durar e inspira quem duvida das próprias chances.

Um ponto de atenção

Dois escolhos espreitam: crer que tudo é devido ou querer devolver tudo, até se esquecer de si. Dar sem medida a quem não pediu priva essas pessoas do próprio caminho. O que chega sem esforço também pode ir embora sem esforço: melhor aprender a guardar, a escolher, a dizer obrigado.

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Por Thomas Guilhot · atualizado em

O que esta cauda cármica conta

Nesta vida, o método fala de uma compensação: o destino cobre a pessoa de toda sorte de presentes.

Nesta vida

O que ela empreende dá certo sem esforço, e as coisas parecem se fazer sozinhas ao preço de um esforço mínimo. À sua volta, muitos a veem como alguém que recebeu uma boa estrela, de uma sorte fora do comum. Alguns a invejam, em silêncio ou abertamente; outros se aproximam na esperança de descobrir o seu segredo. Ora, ela mesma ignora a fórmula: acolhe esses dons com alegria, sem procurar mais longe. Os acontecimentos e as pessoas concorrem para o seu êxito. Acontece de pessoas começarem a apoiá-la, a lhe abrir portas ou a lhe propor oportunidades, sem saber elas mesmas por que nem como. A armadilha é então a tentação de ajudar, por sua vez, e de dar sem medida. Salvo necessidade urgente, o método a desaconselha, pois cabe a cada um cumprir a sua própria tarefa neste mundo. Quem recebe bens sem experiência nem esforço corre grande risco de perdê-los, e sua existência se torna ainda mais árdua.

A lição

O método pede que se faça regularmente uma pausa para considerar o que a vida ofereceu e o apoio que outros deram sem esperar nada. Colocar lado a lado o próprio êxito e o esforço que outros fazem para chegar à mesma felicidade. Expressar gratidão ao entorno e à existência. Desenvolver o senso de medida e manter-se em um limite justo em todos os campos. Nunca atribuir um sucesso apenas ao próprio trabalho ou à própria inteligência, e agradecer de vez em quando ao destino, em pensamento, pelo seu apoio.

O roteiro: Devedor

Um jeito de viver que se sente sempre em dívida.

Por hábito, a pessoa procura pagar, se sacrificar, provar o que vale, ou então exige muito do entorno, dos pais em primeiro lugar, e coleciona ressentimentos e decepções com os seus.

Os sinais

  • Rancor contra os pais
  • Recusa da herança e da experiência da família
  • Pais distantes, ou criança abandonada
  • Enfermidades transmitidas na família
  • Postura de vítima
  • Aproveitar-se dos recursos dos outros
  • Entorno criticado
  • Lugar de ovelha negra
  • Existência dedicada aos interesses da família
  • Desejo de ganhar o amor dos pais
  • Vida conduzida por dever
  • Dívidas a pagar
  • Pais de saúde muito frágil
  • Ajuda aos pais e aos próximos em detrimento de si
  • Medo de mostrar fraqueza
  • Escolhas que prejudicam os próprios interesses
  • Impressão de que todo mundo está em dívida
  • Descontentamento com a própria vida
  • Apatia, humor depressivo
  • Culpa

A nova estratégia

A nova estratégia consiste em receber com consciência e viver com medida.

Concedem-se pausas para fazer o inventário do que a vida e os outros trouxeram. Compara-se a própria felicidade com os esforços que outros fazem para alcançá-la, sem tirar disso orgulho. Os agradecimentos se tornam um hábito, tanto com o entorno quanto com o destino. Em cada campo, busca-se o meio-termo justo. E conta-se os próprios êxitos reconhecendo a parte da ajuda recebida.

As etapas

  • Fazer todo mês uma pausa para listar os presentes recebidos da vida e dos outros
  • Agradecer pessoalmente a alguém que lhe trouxe ajuda
  • Comparar as suas facilidades com os esforços de alguém que visa o mesmo objetivo
  • Escolher um campo em que você passa da medida e fixar nele um limite
  • Citar a ajuda recebida toda vez que falar de um sucesso
  • Agradecer ao destino em pensamento toda noite

No dia a dia

Chega um contrato, quase sem que você o tenha procurado.

Você comemora e então um amigo em dificuldade pede uma ajuda importante, e dá vontade de oferecer tudo. Marque um tempo. Agradeça primeiro as pessoas que facilitaram esse sucesso, com uma palavra sincera. Depois proponha ao amigo uma ajuda precisa, delimitada, que o ajude a se levantar por si mesmo.

Uma leitura simbólica da matriz do destino: uma pista de reflexão sobre você, nunca um veredito nem um fato comprovado.

Para saber mais

Como é calculado?

Parta da data.

Perguntas frequentes: cauda cármica 6-20-14: Alma sacrificada

Por que tudo dá certo para mim sem esforço aparente?

Segundo o método, esta cauda descreve uma compensação: a vida oferece muito. Isso não tira nada dos seus méritos, mas convida a olhar o apoio recebido, visível ou não. Agradecer com regularidade, em pensamento ou em voz alta, mantém essa corrente e protege contra o orgulho, que é o único perigo verdadeiro aqui.

É preciso ajudar sem contar quem precisa?

Ajude, mas com medida. Salvo urgência, cada um deve cumprir sua tarefa, e receber depressa demais priva do aprendizado. Ofereça um conselho, uma apresentação, um tempo de escuta. Ajudar alguém a andar vale mais que carregá-lo. Sua generosidade ganha com isso, e a relação continua saudável, cada um mantendo seu papel e sua dignidade.

Como lidar com o ciúme do entorno?

Seja simples. Não peça desculpas pela sua sorte, mas também não a exiba. Fale do que exigiu trabalho, compartilhe seus sucessos em vez de mostrá-los. Se alguém se aproxima só para descobrir um segredo, você pode dizer com delicadeza: não há fórmula, apenas gratidão.

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Ilustrações: tarô de Marselha de Nicolas Conver, datado de 1760, versão restaurada pelo Tarot World Project, licença CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons; imagens reduzidas e comprimidas pela Versana.