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Pirita: significado e propriedades

A pirita é o “ouro dos tolos”: para a litoterapia moderna, uma pedra dourada que evoca a ousadia e a iniciativa.

  • Brilho
  • Confiança
  • Ousadia
O essencial

Pirita em resumo

Para você, um brilho dourado para manter sob os olhos e pensar em ousar uma iniciativa e em aproveitar o que se apresenta.

Uma pergunta para se fazer

Que iniciativa você adia, embora já tenha os meios para ela?

Um ponto de atenção

Água: a umidade a oxida: ela perde o brilho e pode se desfazer.

Cor
amarelo
Intenções atribuídas
sorte, confiança
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O que ela evoca

Para a litoterapia moderna, a pirita lembra a ousadia e a boa sorte: seu amarelo de latão, franco e brilhante, lembra o ouro, e ela é tida como a pedra da iniciativa.

Essa leitura joga com uma semelhança enganosa, a do apelido de “ouro dos tolos”, que Kunz registra. Seu nome, por sua vez, vem de uma propriedade bem real, assinalada desde a Antiguidade: batida contra outra pedra, dá faíscas.

Serve, então, de referência: um cubo ou um fragmento dourado sobre a mesa, para lembrar de ousar. Ela não tem nada de ouro, só o brilho engana.

As tradições

  1. Roma, século I

    Plínio assinala que alguns chamam de pirita a pedra de moinho, porque contém muito fogo, e distingue uma pirita de Chipre com reflexo de cobre. Observa que uma pedra “viva” batida com um prego dá faíscas, úteis aos batedores militares para acender enxofre ou isca.

    Plínio, o Velho, História Natural, XXXVI, 30 (trad. Littré)
  2. América do Norte e México, segundo Kunz

    Kunz escreve que cristais de pirita servem de amuletos a certos povos da América do Norte, e figuram entre os objetos que seus feiticeiros empregam em suas encantações. Esclarece que foram às vezes tomados por ouro, daí o apelido de “ouro dos tolos”, e que os antigos mexicanos lapidavam espelhos com eles.

    G. F. Kunz, livro de 1913 sobre as pedras preciosas (Gutenberg 57978), capítulo “Pyrites”
  3. Litoterapia moderna

    Nos livros de hoje, atribuem-se a ela a abundância e a boa sorte, a ponto de ser guardada perto da mesa de trabalho ou do caixa. Essa leitura, recente, repousa em sua cor dourada e não em um texto antigo.

    uso corrente, guias recentes concordantes

Um gestoPõe-se sobre uma mesa de trabalho ou perto de uma bancada, como um lembrete da intenção de ousar, sem nunca umedecê-la.

Nenhuma pedra tem efeito comprovado sobre a saúde: em caso de problema, consulte um profissional de saúde.

Sua carteira de identidade

Natureza
Pirita (sulfeto de ferro), “ouro dos tolos”
Família
Mineral
Composição
FeS2
Dureza (escala de Mohs)
6–6.5 de 10
Sistema cristalino
cubique
Cores
amarelo
Origens
Espanha (Navajún, La Rioja), Itália (ilha de Elba), Peru

Cuidar dela sem estragá-la

  • ÁguaNãoA umidade a oxida: ela perde o brilho e pode se desfazer.
  • SalNãoA água com sal a ataca ou se aloja nela, e os grãos podem riscar o seu polimento.
  • SolSimNenhum desbotamento conhecido à luz do dia.
  • CalorA evitarUma mudança brusca de temperatura pode rachá-la: nada de fonte de calor direta.
  • Riscos e impactosResistenteDureza 6–6,5 na escala de Mohs: ela resiste aos riscos do dia a dia, mas não a pancadas secas.

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Nuances e fontes

Conforme os autores, coloca-se no plexo solar ou sob Leão; esses vínculos, recentes, não se apoiam em nenhum texto antigo. O nome “marcassita” designa às vezes joias antigas feitas de pirita lapidada em facetas, sem relação com o mineral de mesmo nome.

Pirita: suas perguntas

Como distinguir a pirita do ouro?

O ouro é macio, se risca com a unha ou com a ponta de uma faca e permanece amarelo no pó; a pirita é dura, quebradiça e deixa um pó enegrecido. Sua forma também é um indício: a pirita se apresenta em cubos de faces estriadas. Uma lâmina que se quebra em vez de se dobrar não é ouro.

A pirita teme mesmo a água?

Sim, a umidade a oxida: ela embaça e, em casos extremos, pode se desfazer em pó. Nada de banho de água nem de água salgada. Guarde-a seca, passe nela um pano macio e evite guardá-la em local úmido, como um banheiro ou uma gaveta mal ventilada.

Por que a pirita dá faíscas?

Batida pelo aço, ela libera pequenos fragmentos que se inflamam: é o sentido de seu nome grego, de pyr, “fogo”. Plínio já notava isso, a propósito das pedras que se batem para acender enxofre. Essa propriedade serve, aliás, de referência de identificação, a tentar apenas com prudência.

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