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Pedras e chakras: uma associação moderna

Associar uma pedra a cada chakra é uma prática moderna: os textos indianos antigos não mencionam nem pedras nem cores de arco-íris.

Os 7 chakras e suas pedras

  1. Muladhara, o chakra raiz

    Na apresentação moderna de sete cores, Muladhara é o primeiro chakra e recebe o vermelho. As pedras que se aproximam dele seguem sobretudo essa cor: a granada ou o jaspe vermelho, por exemplo. Essa aproximação decorre de um jogo de cores recente, e não de um uso indiano antigo.

  2. Svadhisthana, o chakra sacral

    Svadhisthana é o segundo chakra, e o laranja é sua cor nas apresentações modernas. As pedras alaranjadas, como a cornalina, são aproximadas dele apenas por analogia de cor. As listas divergem, e alguns autores preferem outras tonalidades.

  3. Manipura, o chakra do plexo solar

    Manipura é o terceiro chakra, associado ao amarelo na versão de sete cores. Aproximam-se dele o citrino ou o olho de tigre por sua tonalidade dourada. A cor serve aqui como único fio condutor: nenhum texto antigo liga esse chakra a uma pedra.

  4. Anahata, o chakra do coração

    Anahata é o quarto chakra, verde na versão moderna, e às vezes rosa segundo outros autores. As listas citam a aventurina, o quartzo rosa ou a malaquita: o desacordo entre o verde e o rosa mostra que essas atribuições continuam sendo convenções.

  5. Vishuddha, o chakra da garganta

    Vishuddha é o quinto chakra, azul-claro nas apresentações modernas. Aproximam-se dele pedras azuis como a água-marinha, a amazonita ou o larimar, muitas vezes segundo sua nuance. Conforme os autores, as escolhas diferem, e nenhuma fonte antiga as desempata.

  6. Ajna, o chakra do terceiro olho

    Ajna é o sexto chakra, índigo ou azul profundo na versão moderna. O lápis-lazúli, a sodalita ou a azurita são as pedras mais citadas por seu azul escuro. Também aqui, a cor comanda a associação, e não um texto tradicional.

  7. Sahasrara, o chakra coronário

    Sahasrara é o sétimo chakra, violeta ou branco conforme os autores. A ametista é a pedra mais citada para o violeta, o cristal de rocha para o branco. O desacordo entre as duas cores se reencontra nas pedras propostas.

De onde vem esta associação

A palavra chakra, “roda” em sânscrito, designa nos textos tântricos centros de um corpo simbólico, cujo número varia de quatro a sete conforme as escolas. O modelo de sete, popularizado no Ocidente por Woodroffe (1919) e depois por Leadbeater (1927), recebeu suas cores mais tarde. As pedras só foram acrescentadas pelo jogo das cores: esta página indica isso para cada chakra.

Nenhuma pedra tem efeito comprovado sobre a saúde: em caso de problema, consulte um profissional de saúde.

Pedras e chakras: suas perguntas

Os chakras estão ligados a pedras nos textos indianos?

Não, não nas fontes lidas para esta página. Os textos tântricos descrevem centros e letras sânscritas, e não minerais. A aproximação com as pedras é um acréscimo moderno, que passa pelas cores do arco-íris atribuídas aos chakras bem depois desses textos.

De onde vêm as cores dos chakras?

Não dos textos indianos antigos. Em 1927, Leadbeater descreve cores, sim, mas não o arco-íris: laranja-avermelhado na raiz, dourado no coração, azul-prateado na garganta, violeta no topo. A sequência do vermelho ao violeta é mais tardia: segundo Kurt Leland, citado pela Wikipedia, cores e qualidades só aparecem reunidas em 1977.

Por que as listas de pedras por chakra diferem?

Porque se baseiam na cor, que se presta à discussão: o coração é verde para uns, rosa para outros, o topo violeta ou branco. Cada autor escolhe então pedras da tonalidade adotada. Não existe lista de referência: compare várias e guarde aquela que lhe diz algo.

Escolher com a sua intenção

Em vez de uma lista, parta do que você quer cultivar: a ferramenta sugere três pedras e diz por quê.

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