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Ferramenta · 3.003 pares

Combinar duas cartas de tarô: a leitura de um par

Combinar duas cartas esclarece uma relação: como elas se respondem, se nuançam ou se contradizem, sem veredicto.

Por Thomas Guilhot · atualizado em

Escolha duas cartas

O Mago e A Estrela: a leitura

Em uma frase

Com o Mago e a Estrela, dois arcanos maiores se encontram: lê-se primeiro o tema que eles partilham, e o detalhe se busca nas outras cartas.

Natureza
Duas maiores
Elementos
Elemento não atribuído
Número do par
1 + 8 = 9

Apoio

As duas cartas se apoiam: o que uma diz, a outra prolonga no mesmo sentido. O Mago oferece um gesto de partida: pôr um primeiro teste, mesmo imperfeito, basta para colocar uma situação em movimento. Uma confiança calma, que se alimenta de pequenos sinais e gestos regulares mais do que de impulsos espetaculares.

Atenção

Um acordo perfeito demais pode adormecer a atenção: manter um olho no que não aparece. Junto de uma carta de impulso, o Mago pode dispersar a energia em mil começos sem sequência. Cuidar para que a esperança não fique só em um desejo: sem gesto concreto, ela acaba se desgastando.

Pista

Buscar, em outro ponto da tiragem ou da situação, a nuance que esse par não dá. Escolher um único começo e levá-lo adiante por alguns dias antes de abrir um segundo. Escolher uma esperança precisa e dedicar a ela um pequeno passo regular, em vez de esperar um grande sinal.

Conforme o domínio

Grande distância entre números (1 e 17): a entrada e a saída de um ciclo. Soma dos números: 1 + 8 = 9.

O que diz cada regra

  • Grande distância entre números (1 e 17): a entrada e a saída de um ciclo.
  • Soma dos números: 1 + 8 = 9.
  • Tom comum: impulso. As duas cartas falam o mesmo registro, o que o reforça.
Pergunta 1

Que nuance você acrescentaria ao que dizem essas duas cartas?

Pergunta 2

O que, nessa situação, já vai no mesmo sentido?

Como este resultado é calculado

Regras aplicadas a este par (chave maj-01+maj-17, dinâmica das tonalidades: appui).

Rider-Waite: desenhos de Pamela Colman Smith, 1909, domínio público, via Wikimedia Commons. Imagens reduzidas e comprimidas pela Versana; esquemas das menores de Marselha e verso das cartas desenhados pela Versana.

As regras

Seis famílias de regras

Cada leitura é calculada a partir de regras mostradas, vindas dos métodos de leitura difundidos; a tonalidade é própria da Versana.

  1. Natureza

    Maior, menor ou figura: tema de fundo, modo, situação concreta.

  2. Elementos

    Que se alimentam (fogo-ar, água-terra), que se tensionam (fogo-água, ar-terra).

  3. Números

    Mesmo número, números vizinhos, grande distância, e o número do par, ligado à numerologia.

  4. Naipes

    Mesmo naipe: um domínio concentrado; dois naipes: dois registros.

  5. Sucessão

    Duas cartas que se seguem: uma etapa e a seguinte.

  6. Tonalidades

    Impulso, estabilidade, questionamento, passagem, recolhimento: apoio, revezamento ou atrito.

Indique a ferramenta: o link leva à página, sem o que você digitou.

O método, passo a passo

Duas cartas lado a lado se leem pelos pontos comuns e pelas diferenças, nunca por um veredicto sobre o entendimento delas.

Perguntas frequentes sobre as combinações

Como ler duas cartas juntas?

Olhe primeiro cada imagem sozinha e depois deixe-as se responderem: um gesto que prolonga o outro, um contraste, uma mesma cor. Uma carta pode nuançar a outra ou dar-lhe um ponto de apoio. A leitura cruza as ideias delas, sem soma mecânica.

Por que nenhum par é “ruim”?

Porque uma carta nunca vale sozinha: o sentido dela se precisa em contato com outra, conforme a pergunta e a posição. Um par que parece tenso pode abrir uma reflexão útil; um par suave pode convidar a verificar o que se evita.

De onde vêm as regras?

Elas vêm primeiro das imagens: formas, gestos, números, elementos compartilhados de uma carta à outra. Somam-se a isso correspondências da tradição, relatadas como tais. São referências de leitura, não leis, que o seu olhar pode completar.

É uma regra ou uma tradição?

As referências de natureza, de números e de naipes vêm do próprio baralho. As correspondências de elementos dependem da tradição, e as fontes divergem: um único par de oposições, fogo contra água e ar contra terra, pôde ser verificado. O resto é uma convenção de leitura escolhida pela Versana.

Como aplicar numa tiragem?

Identifique primeiro a natureza do par e depois o elemento e a tonalidade de cada carta. Leia em seguida o apoio, a vigilância e a pista propostos e fique com a pergunta que lhe falar. Em uma tiragem, os pares vizinhos são lidos do mesmo modo, cada um com as suas regras.