Desafio 4: o sentido
Fala da regularidade que se dá a si mesmo e do que ela torna possível.
O desafio 4 toca a estrutura, a paciência e o trabalho de fundo, tudo o que permite a um projeto durar além do entusiasmo da partida.
Encontram-se duas maneiras de vivê-lo. A primeira lembra uma desordem crônica: contas achadas na última hora, planejamentos que não duram uma semana, esforços intensos seguidos de longas pausas. A segunda é uma necessidade de controle apertado: prever tudo, conferir tudo, suportar mal que um imprevisto bagunce a agenda. Nos dois casos, a regularidade é difícil de encontrar, seja porque falta, seja porque vira uma armadura.
Como primeiro desafio, nota-se na escolaridade e nos primeiros empregos: aprender a manter um ritmo, a suportar a repetição, a aceitar que um resultado leva tempo. Como segundo desafio, acompanha a segunda metade da vida com os temas de estabilidade material, de patrimônio, de organização de um novo cotidiano. Como desafio principal, nunca sai totalmente de cena: o método continua sendo um canteiro aberto.
Esse desafio não diz que lhe falta seriedade. Diz que a constância não vem a você sem pensar nela, e que se constrói por pequenos hábitos e não por grandes resoluções.