O 6 repetido: 6, 66, 666 e 6666
O 6 sozinho, duplicado, triplicado ou quadruplicado: quatro formas, quatro totais.
Quanto mais o 6 se repete, mais a tradição lê nele uma mensagem insistente; já o cálculo muda de total de uma forma para a outra.
666 significa reequilíbrio: menos preocupação material, mais confiança e vida interior.
É o momento de dividir o peso que você carrega pelos seus próximos.
Um cuidado com os outros, que tranquiliza em vez de inquietar.
Carregar sozinho todas as responsabilidades.
Por Thomas Guilhot · atualizado em
Ao contrário da fama que tem, a tradição numerológica liga este número ao lar e ao cuidado: três 6 evocariam a família, a responsabilidade e a busca de harmonia no dia a dia.
666 arrasta uma reputação inquietante, e vale a pena olhá-la com calma. Ela vem de uma passagem do Apocalipse, o último livro do Novo Testamento, que designa assim “o número da Besta”. Muitos historiadores leem ali um código visando um imperador romano, provavelmente Nero, segundo um procedimento que transforma letras em números. O cinema de terror e o rock fizeram depois desse número um símbolo cômodo. O medo que ele inspira tem até nome científico, e uma estrada americana numerada 666 foi rebatizada em 2003, em parte porque as suas placas eram constantemente roubadas.
A numerologia, por sua vez, não lê nada de sombrio em 666. O 6 zela, protege, assume: responder por um lar, por uma equipe, por alguém que importa. Três 6 reforçam essa dimensão protetora. A soma dá 18 e depois 9: o 9 vê grande, dá sem calcular e se interessa pelo mundo inteiro. Passa-se assim do cuidado com os próximos a uma atenção mais ampla, voltada para pessoas que não se conhece.
Se 666 chama a sua atenção, a pergunta mais útil não é se ele traz azar, mas o que ele sublinha: talvez uma carga que você carrega por muita gente. O 6 repetido pode indicar uma tendência a tomar tudo para si. O 9 lembra que não se pode consertar tudo, e que às vezes é mais generoso deixar os outros assumirem a sua parte.
Em casal, três 6 sinalizam muitas atenções: o prato preferido preparado depois de um dia ruim, as férias organizadas nos mínimos detalhes, a família do parceiro poupada de aborrecimentos.
Com o tempo, esse cuidado pode escorregar para o controle, ou para um cansaço que se cala. O 9 obtido propõe uma generosidade que deixa o outro respirar e agir. Nesta semana, confie ao seu parceiro uma coisa que você costuma fazer, sem retomá-la depois.
Sem relacionamento, 666 pode descrever uma pessoa muito cercada, que ajuda os amigos na mudança, cuida dos filhos da irmã, ouve confidências tarde da noite.
Às vezes sobra pouco lugar para um encontro. O 9 amplia a questão: o que você gostaria de receber? Na hora de escolher, observe se essa pessoa também sabe cuidar, ou se conta sobretudo com as suas atenções. Um vínculo equilibrado costuma se revelar já nas primeiras semanas.
666 evoca as profissões e os papéis em que se cuida dos outros: acompanhar, formar, acolher, gerir uma equipe como uma família.
O 9 acrescenta a preocupação com uma utilidade mais ampla, o gosto por causas e projetos que ultrapassam a empresa. O ponto de atenção é a carga. A pessoa que socorre todo mundo, fica até tarde para terminar o processo de um colega e esquece as próprias prioridades talvez se reconheça. Aprender a delegar não tira nada da sua generosidade.
Três 6 gastam pelos outros, o 9 dá sem contar.
Com 666, a questão não é a sorte, mas a repartição: quanto sai por mês para ajudar, socorrer, presentear? Anote essas quantias à parte durante algumas semanas. Se passarem do que você guarda para si, fixe um limite claro, sem culpa.
O 6 sozinho, duplicado, triplicado ou quadruplicado: quatro formas, quatro totais.
Quanto mais o 6 se repete, mais a tradição lê nele uma mensagem insistente; já o cálculo muda de total de uma forma para a outra.
A carta 9 do tarô e a mensagem tal como a tradição a lê.
Nenhum relógio mostra 666: a tradição dos anjos das horas não lhe atribui gênio. Mesmo assim, ela lê esse número, como na mensagem abaixo.
O Eremita
O total de 666, 9, é também o número desta carta.
A tradição dos números angelicais vai na contramão do medo associado a 666. Quem a segue não vê nele um sinal maléfico, mas um lembrete: os pensamentos estariam voltados demais para as preocupações materiais ou para os medos, e seria hora de reencontrar um equilíbrio entre o concreto e a vida interior. Essa leitura tem o mérito de desdramatizar o número. A numerologia a acompanha nesse ponto: três 6, algarismos do cuidado, e um total de 9, a generosidade. Ela não vê nele nada de inquietante, apenas uma carga a aliviar.
Cabe a você o sentido que encontrar nisso. Os 72 anjos, suas datas e o que se associa a eles: os anjos da guarda.
Duas leituras podem coexistir: a leitura simbólica e a leitura da atenção.
Para muitos, rever o 666 é uma sincronicidade, no sentido de Jung: uma coincidência que tem sentido, que a tradição lê como uma mensagem.
Um número feito de um só algarismo, como 666, se nota num relance numa placa, num tíquete ou numa tela; depois de notado, a gente passa a procurá-lo. Cabe a você ver qual delas lhe fala, ou as duas.
Se 666 volta com frequência, olhe-o sem medo e faça a lista das responsabilidades que você carrega neste momento.
Risque uma que poderia passar para outra pessoa.
As horas e os números angelicais feitos dos mesmos algarismos, e o número que eles repetem.
6666 significa confiança no que já se sustenta: menos contas ansiosas sobre o que falta.
O 6 é o número do cuidado e da harmonia: assume a responsabilidade do lar e do vínculo com as pessoas próximas.
O total de 666 se obtém somando os seus algarismos e depois reduzindo até restar um só (11, 22 e 33 ficam inteiros).
6 + 6 + 6 = 18 → 9
O 9 evoca a generosidade e a visão de conjunto: ele pensa em grande, dá sem contar e sabe concluir.
Na numerologia, o 666 alinha três 6, que protegem e cuidam, e a soma deles leva a 18, depois 9, voltado para o dom de si e para o vasto mundo. Nada de ameaçador nessa leitura: o 666 fala da atenção dada aos outros e do risco de fazer demais.
Essa fama vem do Apocalipse, que o apresenta como o número da Besta, provavelmente um código para designar o imperador Nero. Foi ampliada pelo cinema e pela música. A numerologia não retoma essa leitura: para ela, o 666 é um número do 6 e do 9, ligado ao cuidado e à generosidade.
Sim, segundo essa corrente dos números angelicais, que escuta nele um chamado ao reequilíbrio: menos preocupações concretas, mais espaço para o essencial. Longe do medo que inspira em outros lugares, é uma leitura apaziguadora. Três 6 e um 9 contam, por sua vez, o cuidado com os outros e a generosidade. O número não anuncia nada; ilumina antes o peso que você aceita carregar.
Não. Ver 666 em uma fatura, em uma placa ou em um carimbo de data e hora não tem consequência alguma. Na China, onde o 6 evoca o que corre sem tropeços, a sequência 666 serve até para elogiar a habilidade de alguém. O temor desse número é cultural; a numerologia, por sua vez, lê nele um número de cuidado e generosidade.
Duas leituras são possíveis. A simbólica primeiro: segundo a ideia de sincronicidade desenvolvida por Jung, um número que volta faria eco a uma preocupação, aqui talvez uma carga pesada demais. A da atenção em seguida: o 666 carrega uma fama tão forte que prende o olhar mais do que 641 ou 672, e cada encontro se grava mais. Nenhuma das duas convida ao medo.
O 6 sozinho fala de cuidado e responsabilidade. O 66 soma dois 6 e dá 12, depois 3: o cuidado que se expressa. O 666 alinha três, que fazem 18 e depois 9, a generosidade ampliada. O 6666 tem quatro, que fazem 24 e depois 6, volta ao algarismo de partida. O mesmo algarismo ganha, assim, cores diferentes conforme o número de repetições.
Nem presságio funesto nem amuleto. Para a tradição dos anjos, é um lembrete benevolente, e a numerologia lê nele cuidado e generosidade. O temor vem da cultura, do Apocalipse ao cinema. Se o número o faz parar, é melhor tomá-lo como uma pergunta sobre os encargos que você assume do que como um aviso.